Realidade Aumentada: saiba o que é (e como transformá-la em negócio)

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  • 7 de agosto de 2018

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Foto: Unsplash.com

Vamos falar de futuro? Em poucos anos (mas poucos mesmo) a Realidade Aumentada será ubíqua. Apontar o smartphone para um produto, um prédio — ou mesmo, que receio!, para outra pessoa — e obter instantaneamente uma série de dados sobre eles, será ferramenta comum nos aplicativos.

É uma tendência que ainda engatinha. Porém, em 2021 (ou seja, em três anos), o mercado de RA deverá chegar a US$ 215 bi. Só por comparação, em 2018 será de US$ 17 bilhões.

Uma confusão que se faz é achar que “Realidade Aumentada” e “Realidade Virtual” são a mesma coisa, mas não são.  A Realidade Virtual permite a imersão do usuário num ambiente 3D. Já a Realidade Aumentada traz elementos do mundo virtual para o real. (Ou seja, ao invés de entrarmos num ambiente tridimensional como na VR, é o 3D que “entra” em nosso mundo). O caso mais famoso de Realidade Aumentada é o jogo Pokémon Go, em que os monstrinhos de bolso são inseridos em 3D em lugares reais, por meio da câmera do smartphone. O game, criado pela Niantic (empresa surgida dentro do Google), se tornou febre desde que foi lançado, em julho de 2016.

“A Realidade Aumentada já faz parte do presente. E com ela uma série de negócios e oportunidades”

Games ainda respondem pela maior fatia do mercado de Realidade Aumentada, 34%. Mas há muitos outros mercados em potencial à RA Um deles é o de apps de namoro: o cupido ganhará update. Por meio de ferramentas de reconhecimento facial, os apps de relacionamento por Realidade Aumentada permitirão que as pessoas obtenham dados em tempo real e in loco sobre outra pessoa. Sim, isto levanta uma série de questões éticas e legais que precisam ser examinadas e respondidas. Mas o fato é que esta indústria será ainda mais dinâmica do que já é. A RA permitirá o match instantâneo.

Apps de Realidade Aumentada vão ser cada vez mais comuns no marketing (por exemplo, apontar o smartphone para um produto na vitrine e receber na hora uma oferta com desconto), no esporte (conferir um impedimento ou a trajetória da bola num jogo de futebol), em turismo (conferir menus e preços de restaurantes em pelo local). E também na experiência de compra. A Ikea já possui um app que permite que se mude o tamanho e a cor de objetos em 3D, inserindo-os no ambiente da casa do cliente. Por exemplo, para que possamos escolher o sofá ideal para a nossa sala de estar.

Quanto aos games, a Niantic — depois do sucesso de Pokémon Go — prepara um novo blockbuster de Realidade Aumentada, “Harry Potter: Wizards Unite”, a ser lançado até o final de 2018. Quem quiser saber mais sobre RA, vale a pena ler o livro de Bill Kilday, vice-presidente da Niantic (e ex-executivo do Google, criador do Google Maps), Never Lost Again: The Google Mapping Revolution That Sparked New Industries and Augmented Our Reality (algo como “Nunca se perca de novo: a revolução de mapeamento do Google que deflagrou novas indústrias e aumentou nossa realidade”), inédito em português.

Prometemos falar de futuro, mas a Realidade Aumentada já faz parte do presente. E com ela uma série de grandes negócios e oportunidades, que estão bem na palma da mão. Ou do smartphone.

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